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Com nova Selic, 43% dos fundos perdem da caderneta -Valor Econômico

31 mar

Com o corte de 0,75 ponto percentual da taxa Selic, para 9,75% ao ano, fundos de investimento DI e de renda fixa – mais conservadores – com taxas de administração acima de 1% ao ano tendem a perder competitividade para a poupança para aplicações de curto prazo, por conta do imposto de renda mais alto. As alíquotas de IR para a renda fixa começam em 22,5% para até 180 dias e chegam a 15% para um horizonte acima de 720 dias.

Isso significa 43% de um universo de 386 fundos DI e de renda fixa disponíveis para aplicação, segundo levantamento da Economatica. No estudo, foram considerados fundos não exclusivos, com mais de cem cotistas e pelo menos 12 meses de operação.

Para investimentos de um ano, o ambiente de competição melhora para os fundos. Carteiras com taxas de administração de 2% ou mais tendem a render menos que a caderneta, o que representa uma fatia menor, de 23,3%, do total de fundos analisados.

Em tese, quanto maior o prazo da aplicação, mais competitivos passam a ser os fundos, já que a alíquota de imposto é decrescente, conforme mostra simulação realizada pelo Valor Data (ver quadro abaixo). No exercício, considerou-se um retorno bruto para os fundos de investimento equivalente à taxa Selic. Já para a poupança, a simulação foi feita com juro fixo de 6,17%, ou seja, desconsiderou-se a variação da TR.

Com a Selic de 10,5% ao ano, que vigorava até então, em tese, ganhavam da poupança fundos com taxa de administração abaixo de 2% ao ano. Para prazos de um ano, segundo a simulação, carteiras com taxa de até 2,5% eram mais competitivas do que a caderneta.

Olhando o histórico de rendimento dos últimos 12 meses, até fevereiro, em que a caderneta de poupança registrou retorno de 7,41%, apenas 15 fundos do universo analisado tiveram retorno menor. Uma das explicações para esse número baixo relativamente à quantidade de fundos com taxa de administração acima de 2,5% (47 fundos no levantamento da Economática), que potencialmente poderiam ter perdido da caderneta, está na diversificação dos ativos em carteira. No ambiente de juro em queda, os gestores de fundos buscam um retorno adicional, acima do CDI (que varia em linha com a Selic), recorrendo a títulos de crédito privado no caso dos DIs e apostas prefixadas e atreladas à inflação no segmento de renda fixa.

A mudança no perfil dos fundos mais conservadores, segundo André Abreu, gerente executivo de renda fixa da BB DTVM, tem sido caminho do setor para minimizar o impacto da queda da Selic nas carteiras. “A indústria já vem se sofisticando, os fundos não vão render só o CDI”, diz.

Aquiles Mosca, estrategista de investimentos pessoais e superintendente executivo comercial do Santander Asset Management, lembra que isso vem acontecendo desde 2009, quando a Selic começou a cair. Foi nesse período que o setor mais cresceu, destaca Mosca, e apoiado em carteiras de renda fixa com crédito privado e de índice de inflação, multimercados, fundos de ações e de capital protegido, que contam com taxas de administração mais altas. “Com as aplicações pós-fixadas rendendo menos de 1% ao mês, aumentou a pressão por diversificação”, diz.

Mosca admite, no entanto, que há uma preocupação do setor de fundos com a perda de competitividade para a poupança. Ele conta que a Anbima, que representa o setor, vem discutindo com o governo alternativas que passam por mudanças nas regras da poupança, como a possibilidade de tributar a aplicação, hoje isenta, ou atrelar sua rentabilidade à Selic.

Na visão da professora Margarida Gutierrez, coordenadora do curso de finanças do Instituto Coppead de Administração da UFRJ, se o governo quiser continuar cortando a Selic, vai ter de mexer na poupança, ou a política monetária terá efeito contrário, encarecendo o custo do crédito. “Se houver migração para a poupança, o banco terá de oferecer mais para captar, o que pode comprometer os mercado de crédito e de capitais”, argumenta. “Também os fundos têm papel importante para dar liquidez ao mercado.”

O superintendente do Santander ressalta, no entanto, que o juro já caiu a 8,75% ao ano em 2009 e não foi verificada saída de recursos dos fundos em direção à poupança. Para André, da BB DTVM, os fundos só vão sentir os efeitos da queda da Selic se ela cair abaixo 9% ao ano e permanecer nesse nível por mais de um ano. Não foi o que ocorreu. E pode ser que isso também não aconteça ainda. O executivo da BB DTVM pondera que a curva de juros futuros já sinaliza uma reversão do ciclo de queda da Selic no ano que vem. Mas ele destaca também que, olhando o longo prazo, a tendência do juro é de queda. “O juro cai, sobe, mas cada vez menos.”

Nesse ambiente de juro baixo, a competição deve se acirrar entre as aplicações, acredita a professora Margarida. “Os fundos vão ter de se mexer e quem oferecer a melhor taxa vai levar os recursos”, diz. Segundo ela, com a estabilidade econômica, inflação controlada e bancarização, os investidores estão mais atentos.

Na avaliação dos gestores, fundos com taxas de 4% a 5% (conforme tabela abaixo) tendem a desaparecer. Eles ressaltam, no entanto, que esses produtos têm propostas diferentes: ou são fundos de aplicação e resgate automático vinculados à conta corrente, ou dão prêmios ou ainda contam com aplicação inicial muito baixa, de R$ 50, R$ 100.

Com o corte de 0,75 ponto percentual da taxa Selic, para 9,75% ao ano, fundos de investimento DI e de renda fixa – mais conservadores – com taxas de administração acima de 1% ao ano tendem a perder competitividade para a poupança para aplicações de curto prazo, por conta do imposto de renda mais alto. As alíquotas de IR para a renda fixa começam em 22,5% para até 180 dias e chegam a 15% para um horizonte acima de 720 dias.

Isso significa 43% de um universo de 386 fundos DI e de renda fixa disponíveis para aplicação, segundo levantamento da Economatica. No estudo, foram considerados fundos não exclusivos, com mais de cem cotistas e pelo menos 12 meses de operação.

Para investimentos de um ano, o ambiente de competição melhora para os fundos. Carteiras com taxas de administração de 2% ou mais tendem a render menos que a caderneta, o que representa uma fatia menor, de 23,3%, do total de fundos analisados.

Em tese, quanto maior o prazo da aplicação, mais competitivos passam a ser os fundos, já que a alíquota de imposto é decrescente, conforme mostra simulação realizada pelo Valor Data (ver quadro abaixo). No exercício, considerou-se um retorno bruto para os fundos de investimento equivalente à taxa Selic. Já para a poupança, a simulação foi feita com juro fixo de 6,17%, ou seja, desconsiderou-se a variação da TR.

Com a Selic de 10,5% ao ano, que vigorava até então, em tese, ganhavam da poupança fundos com taxa de administração abaixo de 2% ao ano. Para prazos de um ano, segundo a simulação, carteiras com taxa de até 2,5% eram mais competitivas do que a caderneta.

Olhando o histórico de rendimento dos últimos 12 meses, até fevereiro, em que a caderneta de poupança registrou retorno de 7,41%, apenas 15 fundos do universo analisado tiveram retorno menor. Uma das explicações para esse número baixo relativamente à quantidade de fundos com taxa de administração acima de 2,5% (47 fundos no levantamento da Economática), que potencialmente poderiam ter perdido da caderneta, está na diversificação dos ativos em carteira. No ambiente de juro em queda, os gestores de fundos buscam um retorno adicional, acima do CDI (que varia em linha com a Selic), recorrendo a títulos de crédito privado no caso dos DIs e apostas prefixadas e atreladas à inflação no segmento de renda fixa.

A mudança no perfil dos fundos mais conservadores, segundo André Abreu, gerente executivo de renda fixa da BB DTVM, tem sido caminho do setor para minimizar o impacto da queda da Selic nas carteiras. “A indústria já vem se sofisticando, os fundos não vão render só o CDI”, diz.

Aquiles Mosca, estrategista de investimentos pessoais e superintendente executivo comercial do Santander Asset Management, lembra que isso vem acontecendo desde 2009, quando a Selic começou a cair. Foi nesse período que o setor mais cresceu, destaca Mosca, e apoiado em carteiras de renda fixa com crédito privado e de índice de inflação, multimercados, fundos de ações e de capital protegido, que contam com taxas de administração mais altas. “Com as aplicações pós-fixadas rendendo menos de 1% ao mês, aumentou a pressão por diversificação”, diz.

Mosca admite, no entanto, que há uma preocupação do setor de fundos com a perda de competitividade para a poupança. Ele conta que a Anbima, que representa o setor, vem discutindo com o governo alternativas que passam por mudanças nas regras da poupança, como a possibilidade de tributar a aplicação, hoje isenta, ou atrelar sua rentabilidade à Selic.

Na visão da professora Margarida Gutierrez, coordenadora do curso de finanças do Instituto Coppead de Administração da UFRJ, se o governo quiser continuar cortando a Selic, vai ter de mexer na poupança, ou a política monetária terá efeito contrário, encarecendo o custo do crédito. “Se houver migração para a poupança, o banco terá de oferecer mais para captar, o que pode comprometer os mercado de crédito e de capitais”, argumenta. “Também os fundos têm papel importante para dar liquidez ao mercado.”

O superintendente do Santander ressalta, no entanto, que o juro já caiu a 8,75% ao ano em 2009 e não foi verificada saída de recursos dos fundos em direção à poupança. Para André, da BB DTVM, os fundos só vão sentir os efeitos da queda da Selic se ela cair abaixo 9% ao ano e permanecer nesse nível por mais de um ano. Não foi o que ocorreu. E pode ser que isso também não aconteça ainda. O executivo da BB DTVM pondera que a curva de juros futuros já sinaliza uma reversão do ciclo de queda da Selic no ano que vem. Mas ele destaca também que, olhando o longo prazo, a tendência do juro é de queda. “O juro cai, sobe, mas cada vez menos.”

Nesse ambiente de juro baixo, a competição deve se acirrar entre as aplicações, acredita a professora Margarida. “Os fundos vão ter de se mexer e quem oferecer a melhor taxa vai levar os recursos”, diz. Segundo ela, com a estabilidade econômica, inflação controlada e bancarização, os investidores estão mais atentos.

Na avaliação dos gestores, fundos com taxas de 4% a 5% (conforme tabela abaixo) tendem a desaparecer. Eles ressaltam, no entanto, que esses produtos têm propostas diferentes: ou são fundos de aplicação e resgate automático vinculados à conta corrente, ou dão prêmios ou ainda contam com aplicação inicial muito baixa, de R$ 50, R$ 100.

Veja onde investir com a queda dos juros- ig

23 mar

A ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central que aponta para a Selic em um piso de 9% neste ano fez a alegria daqueles que criticam os altos juros praticados no país. No entanto, a sinalização deixou muitos investidores preocupados, principalmente os que aplicam em produtos que têm remuneração atrelada à taxa básica. A solução, de acordo com especialistas, é migrar para aplicações como caderneta de poupança ou alguns títulos do Tesouro Direto, no caso dos conservadores, ou mesmo em fundos multimercado, para os mais arrojados.A queda dos juros tem impacto sobre todos os investimentos atrelados à Selic – que hoje está em 9,75% ao ano – ou que tem desempenho conforme o indicador Certificado de Depósito Interbancário, que são títulos emitidos por bancos e são comprados por outros bancos. O CDI também tem como referência a Selic e que paga uma remuneração próxima à taxa.

Já a caderneta de poupança surge como um forte polo de atração de investidores, de acordo com Espírito Santo, pois rende uma taxa média de 0,5% ao mês, mais a Taxa de Referência calculada pela média dos Certificados de Depósitos Bancários (CDB), títulos de renda fixa ofertados pelos bancos no varejo. Isso dá um rendimento superior a 6% ao ano.

Outra escapatória que os investidores têm é correr para os investimentos prefixados, aqueles cuja rentabilidade é definida no momento da compra. Nesse grupo entram as Letras do Tesouro Nacional (LTN), também do Tesouro Direto, CDBs e alguns títulos de renda fixa, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários.


Além do CRI, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito Agrícola (LCA), emitidas por bancos com lastro em operações imobiliárias ou agrícolas, podem surgir como boas opções também.

Também é interessante aplicar em Nota do Tesouro Nacional, série B (NTN-B), que são títulos do Tesouro atrelados ao IPCA, a inflação oficial, explica Guilherme Cybrão Nascimento, analista da Trader Brasil. “Esses papéis pagam o IPCA do período mais o ganho real dos juros. Com a queda da Selic, a inflação tende a subir um pouco, então esses títulos são interessantes”, destaca.

VejaInflação deve girar em torno de 6% até 2016

O investidor que não se importa em correr risco pode buscar retorno na bolsa ou em fundos multimercado, o qual pode ser composto por ativos de renda fixa e variável. “Além de melhorar a rentabilidade, ele pode diversificar a carteira em produtos que não estejam expostos totalmente à Selic”, afirma Cybrão Nascimento, que lembra que a bolsa é um investimento de longo prazo. Por isso, se a pessoa for precisar do dinheiro em um ano, o melhor é aplicar em título do governo, recomenda.

O Globo 12-03 -Fundo DI x poupança

12 mar

Fundo DI x Poupança

Como investir em 2012 – Entenda como funciona cada produto financeiro : O Globo 2/fev/2012

2 fev

Analistas indicam quais cuidados tomar no mercado financeiro em 2012 e quais investimentos oferecem menor probabilidade de prejuízo

O Globo 2 fev-2012 Como investir 2012

Entenda como funciona cada produto financeiro

Poupança: Para abrir uma conta-poupança, basta procurar sua agência bancária ou abrir uma poupança no banco de preferência. Queridinha das pessoas físicas, a vantagem da aplicação é a isenção do Imposto de Renda e a facilidade de investir e sacar o dinheiro. A poupança tem um retorno fixo baseado na Taxa Referencial (TR) mais 6% ao ano

Previdência privada: Os planos de previdência privada oferecidos por bancos e seguradoras são opções de investimento para quem deseja um rendimento pago de maneira parecida à aposentadoria do INSS. Existem dois tipos de plano de previdência privada (PGBL e VGBL). O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) permite deduzir o valor das contribuições da base de cálculo do Imposto de Renda (IR), com limite de 12% da renda bruta anual. É indicado para quem faz a declaração completa do IR, que permite a dedução. Quando sacar o benefício, o IR é cobrado sobre o valor resgatado, exatamente como acontece com os salários. Já no VGBL (Vida Geradora de Benefício Livre) o investidor é tributado apenas sobre o ganh e no resgate do plano, mas o valor investido não é deduzido do IR. É mais indicado para quem faz a declaração simplificada do IR.

Bolsa: Para investir no mercado de ações, opções e derivativos, o interessado precisa fazer com contato com uma corretora e abrir conta. É preciso ficar atento para custos administrativos como a taxa de custódia, que variam em cada empresa. O mercado de ações é arriscado para quem quer ganhar dinheiro do dia para a noite. O ideal é ter um horizonte de aplicação de, pelo menos, três anos ao decidir investir nesse mercado. É possível negociar os papéis pela internet. Existem taxas de corretagem (pagos à corretora), emolumentos (à Bolsa) e custódia (quem faz a liquidação das operações). O IR é isento para quem vender menos de R$ 20 mil em um mês.

CDB: (Certificado de Depósitos Bancários): São títulos emitidos pelos bancos que pagam remuneração por um período determinado. Podem ser prefixados e pós-fixados. Os vencimentos dos papéis variam em 30, 60, 90, 180 e 360 dias. Quanto mais tempo de aplicação e maior o valor aplicado, geralmente melhor a rentabilidade. Os bancos menores pagam um retorno melhor, mas podem ser mais arriscados. No caso de quebra da instituição, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobre até R$ 70 mil da perda.

Fundos de Investimentos: Fundos de investimento são uma espécie de ‘condomínio’ que reúne vários investidores e junta seus recursos para aplicar em diversos ativos como títulos de renda fixa, ações e moeda estrangeira. O rendimento dessa aplicação é compartilhada na proporção do investimento feito por cada um investidor. São divididos em diferentes classes pela Associação Brasileira de Entidades do Mercado de Capitais (Anbima):

— Fundo de Renda Fixa: São fundos que têm o patrimônio aplicado em títulos prefixados. Rendem melhor em ciclos de queda da taxa de juros, a Selic. Os principais bancos do mercado oferecem esses fundos em suas agências. Quanto menor a aplicação mínima exigida, maior a taxa de administração cobrada pelo fundo. São competitivos em relação à caderneta de poupança quando cobram taxas de no máximo 2% ao ano. O IR varia de 15% (mais de dois anos) a 22,5% (abaixo de 180 dias).

— Fundo Referenciado DI: Esses fundos aplicam seu patrimônio em títulos pós-fixados, que acompanham os movimentos da taxa básica de juros (Selic) ou do CDI . Por isso, são mais procurados quando o Banco Central (BC) aumenta os juros para controlar a inflação. São muito oferecidos por bancos. Como fundos de renda fixa, são competitivos frente à poupança com taxas de até 2,5% ao ano. O IR também varia de 15% (mais de dois anos) a até 22,5% (abaixo de 180 dias).

— Fundo de Ações: São fundos que devem possuir, no mínimo, 67% da carteira em ações à vista, bônus ou recibos de subscrição, certificados de depósito de ações, cotas de fundos de ações, cotas dos fundos de índice de ações e Brazilian Depositary Receipts, classificados como nível II e III. Podem buscar oferecer rendimento equivalente à variação de índices como o Ibovespa e o Ibrx ou à média de setores de ações.

— ETF: São fundos formados por ações de diversas empresas, que acompanham o movimento dos principais índices da Bolsa. Todos os ETFs são compostos por dez ações no mercado normal. Para investir, basta procurar uma corretora que ofereça esse serviço.

— Fundo Multimercado: São fundos que podem investir com diferentes estratégias, alocando recursos na Bolsa, nos juros, em moedas e operações bastante sofisticadas. É possível perder dinheiro na aplicação. Por isso, especialistas recomendam procurar os melhores gestores ao escolher um desses fundos. O IR oscila entre 15% (mais de dois anos) a até 22,5% (abaixo de 180 dias).

— Fundo de Curto Prazo: São fundos que buscam retorno através de investimentos em títulos indexados à CDI ou à Selic ou em papéis prefixados, desde que indexados à CDI/Selic; no prazo máximo de 375 dias e prazo médio da carteira de, no máximo, 60 dias.

— Fundo Cambial: Fundos que aplicam pelo menos 80% de sua carteira na compra de euro ou dólar, ou derivativos dessas moedas. É uma aplicação que perdeu charme nos últimos anos. O fundo ganha quando o dólar ou o euro se valorizam. O problema é que a moeda americana entrou em tendência de desvalorização nos últimos anos. Costuma ser sugerido por especialistas em momentos de crises, quando o a moeda americana tende subir de preço. É oferecidos por bancos e gestoras.

— Fundo Imobiliário: Como demais fundos de investimentos, captam recursos para fazer um investimento. Neste caso, em empreendimentos imobiliários (comerciais e residenciais). Os ganhos tem origem nos alugueis dos imóveis e propriedadades do fundo, que são distribuídos aos cotistas. O investimento mínimo varia de R$ 1 mil a R$ 5 mil. São oferecidos por bancos e corretoras. O rendimento é isento de imposto, uma das grandes vantagens da aplicação. O risco é, na hora de vender sua cota, demorar a encontrar um comprador.

— Fundo de dívida externa: São fundos que têm como objetivo investir preponderantemente em títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União.

Tesouro Direto: Para quem quer investir no Tesouro Direto, o caminho é abrir uma conta em uma corretora de valores e se informar sobre os títulos públicos que tendem a render mais nos próximos meses. No site do programa (www.tesourodireto.gov.br), há uma lista das corretoras participantes e os custos de operação. As corretoras não cobram taxa de administração para a compra do título, apenas de corretagem (algumas não cobram nem mesmo essa taxa). Quando vender os títulos ou eles vencerem, o investidor precisa lembrar que vai pagar imposto. Essa tributação é por uma tabela regressiva, que começa em 22,5% dos lucros das aplicações de até 180 dias corridos. Essa alíquota cai para 20% entre 181 e 360 dias, 17,5% para 361 a 720 dias e 15% para investimentos por mais de 720 dias. Confira o rendimento de cada papel, que pode ser pré-fixado no momento da compra ou pós-fixado (para acompanhar a variação da taxa Selic ou do IPCA):

— LTN (Letra do Tesouro Nacional)- Tem rendimento prefixado, definido no momento da compra. O rendimento é pago no momento do vencimento ou na venda do título

— NTN-F (Nota do Tesouro Nacional série F)- Tem rendimento prefixado, mas o investidor recebe a remuneração dos juros por meio de cupons semestrais

— LFT (Letra Financeira do Tesouro)- Tem rentabilidade pós-fixada, que varia segundo as oscilações da taxa básica, a Selic. O rendimento é pago no vencimento ou venda do título

— NTN-B (Nota do Tesouro Nacional série B)- A remuneração é definida por uma taxa fixa de juros, definida na compra, mais a correção pelo IPCA sobre o valor do papel. O Tesouro paga os juros semestralmente ao investidor, mas a correção do IPCA apenas no vencimento ou venda do papel

— NTN-Principal (Nota do Tesouro Nacional série B Principal)- Títulos com rentabilidade indexada ao IPCA mais juros acertados na compra, que não têm pagamento do cupom semestral. Tanto os juros como a correção da inflação sobre o valor do título são creditados ao investimento no vencimento ou venda do título

CRI (Certificado de recebível imobiliário) ou LCI (Letra de credito imobiliário): São títulos de longo prazo lastreados em empréstimos imobiliários que tenham sido “empacotados” por uma securitizadora. Imóveis financiados ou aluguéis podem ser “empacotados” em títulos por securitizadoras e, daí, originam rendimentos para o investidor. É preciso, no entanto, ficar atento ao risco de inadimplência de quem paga esses empréstimos. Alguns títulos aceitam investimentos a partir de R$ 1.000. A aplicação pode ser retirada na data de vencimento do título e por meio de parcelas (amortizações) pagas periodicamente ao longo do tempo. Caso queira efetuar o resgate da aplicação antes das datas contratadas, o investidor pode vendê-las na Bolsa. Há isenção de imposto de renda sobre os rendimentos para as pessoas físicas. Para investir em CRI, é necessário ser cliente de uma corretora que negocie este produto.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/como-aplicar-em-cada-investimento-3855082#ixzz1lEojIowZ
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O Globo Perdas com COME COTAS NO RENDIMENTO da renda fixa

23 nov
perdas com COME COTAS  NO RENDIMENTO da renda fixa

perdas com COME COTAS NO RENDIMENTO da renda fixa

O Globo 31/10/2011 Títulos públicos e privados tendem a render mais com Prof.Lemos

31 out

A indicação do Banco Central (BC) de que continuará a cortar a taxa básica de juros – na ata da última reunião em que a Selic caiu 0,5 ponto percentual, para 11,5% ao ano – levou os analistas a apostarem em pelo menos mais duas reduções de 0,5 ponto até janeiro. Assim, os ganhos com as aplicações em renda fixa devem diminuir mais, obrigando investidores a reverem suas estratégias. E, segundo os especialistas, a tendência é de ganhos maiores para quem aplicar em títulos prefixados agora. É possível investir diretamente, em títulos públicos federais ou CDBs (de bancos), ou indiretamente, nos fundos de renda fixa, que aplicam nesses papéis.

Os fundos de renda fixa aplicam majoritariamente em prefixados e já estão rendendo mais: a rentabilidade acumulada no ano é de 10,06%, contra 9,56% nos fundos DI, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Segundo Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec/RJ, vale a pena buscar oportunidades em prefixados, com o Tesouro Direto, programa do governo federal para a venda de títulos públicos a pessoas físicas pela internet, entre as opções mais interessantes. Para garantir a rentabilidade maior, porém, o ideal é deixar o dinheiro investido por pelo menos seis meses.

Prefixados podem garantir taxa maior se juros caírem

Ao investir em títulos prefixados em ciclos de queda na Selic, a ideia é garantir taxas de remuneração maiores. Com o corte nos juros, novos títulos prefixados pagarão menos à medida que as taxas caiam, mas quem compra o título antes fica com a taxa maior, pois a rentabilidade é previamente estabelecida. Além disso, os títulos prefixados com taxas mais altas se valorizam no mercado.

 

- É como se o investidor ficasse com uma maçã mais bonita – diz o professor Fabio Gallo Garcia, da FGV-SP e da PUC-SP, para quem é hora de rever estratégias de investimento.

Por outro lado, alguns especialistas consideram o cenário ainda obscuro para apostar em títulos prefixados. A conjuntura após os dois próximos cortes previstos pelo mercado é incerta e divide opiniões.

 

- Pode acontecer qualquer coisa no mundo e os juros subirem – pondera Flávio Lemos, diretor da Trader Brasil Escola de Investidores.

Quando a Selic sobe, os títulos prefixados se desvalorizam e os pós-fixados passam a render mais. Além disso, no curto prazo, a diferença de ganhos pode ser pequena, pois o mercado já considera juros em baixa e os prefixados são descontados por isso.

A corretora de imóveis Maria dos Santos Vaz de Lima, que aplica no Tesouro Direto desde o início do programa, comprou títulos atrelados à inflação na semana passada.

- Quando vi a inflação subindo, em 2010, passei para esses títulos – diz Maria, que sempre fica com os papéis até o vencimento e só aplica economias para serem usadas em pelo menos dois anos.

Para o Prof.Lemos, os títulos públicos indexados à inflação são em parte prefixados (com uma taxa fixa) e em parte pós-fixados (corrigidos pelo IPCA, índice oficial de inflação), podem ser interessantes em tempos de incerteza.

- Se a taxa de juros cai na medida que o mercado prevê, o ganho é irrelevante – diz o professor de finanças Rafael Paschoarelli, da USP e do Insper.

Para o longo prazo, porém, o investidor pode encontrar agora oportunidades, como títulos prefixados com remuneração de 11,48% ao ano (no Tesouro Direto, pela cotação de sexta-feira), segundo o professor William Eid Jr., do Centro de Estudos de Finanças da FGV-SP.

Tesouro Direto fará mudanças para crescer

O cenário de Selic em baixa deverá influenciar o Tesouro Direto, que completará dez anos em 2012 e terá mudanças ainda no primeiro semestre. Segundo André Proite, gerente de relações institucionais do Tesouro Nacional, a tendência é os investidores migrarem para os títulos prefixados e indexados à inflação.

Até setembro, quando a tendência de queda na Selic começou, a migração foi tímida, mas a procura de títulos pós-fixados recuou. A participação deles nas vendas totais de títulos saiu de 17%, em agosto, para 13,41%, em setembro.

 

 

As mudanças no Tesouro Direto visam a atrair mais investidores com mais conveniência, diz Proite. Atualmente, há 263 mil pessoas cadastradas no programa. As novidades incluem agendamento de compra e venda de títulos e o reinvestimento automático. O agendamento de venda é importante, pois o Tesouro só recompra os títulos às quartas-feiras e essa é a forma de o investidor sacar os recursos antes do vencimento. Além disso, o valor mínimo da aplicação cairá para 0,1 título ou R$ 30, o que for menor. Hoje, o mínimo é 0,2 ou R$ 100.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/seubolso/mat/2011/10/30/titulos-publicos-privados-com-taxas-definidas-na-hora-da-aplicacao-fundos-de-renda-fixa-tendem-render-mais-925702554.asp#ixzz1cMc3NJxU
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