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Veja onde investir com a queda dos juros- ig

23 mar

A ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central que aponta para a Selic em um piso de 9% neste ano fez a alegria daqueles que criticam os altos juros praticados no país. No entanto, a sinalização deixou muitos investidores preocupados, principalmente os que aplicam em produtos que têm remuneração atrelada à taxa básica. A solução, de acordo com especialistas, é migrar para aplicações como caderneta de poupança ou alguns títulos do Tesouro Direto, no caso dos conservadores, ou mesmo em fundos multimercado, para os mais arrojados.A queda dos juros tem impacto sobre todos os investimentos atrelados à Selic – que hoje está em 9,75% ao ano – ou que tem desempenho conforme o indicador Certificado de Depósito Interbancário, que são títulos emitidos por bancos e são comprados por outros bancos. O CDI também tem como referência a Selic e que paga uma remuneração próxima à taxa.

Já a caderneta de poupança surge como um forte polo de atração de investidores, de acordo com Espírito Santo, pois rende uma taxa média de 0,5% ao mês, mais a Taxa de Referência calculada pela média dos Certificados de Depósitos Bancários (CDB), títulos de renda fixa ofertados pelos bancos no varejo. Isso dá um rendimento superior a 6% ao ano.

Outra escapatória que os investidores têm é correr para os investimentos prefixados, aqueles cuja rentabilidade é definida no momento da compra. Nesse grupo entram as Letras do Tesouro Nacional (LTN), também do Tesouro Direto, CDBs e alguns títulos de renda fixa, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários.


Além do CRI, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito Agrícola (LCA), emitidas por bancos com lastro em operações imobiliárias ou agrícolas, podem surgir como boas opções também.

Também é interessante aplicar em Nota do Tesouro Nacional, série B (NTN-B), que são títulos do Tesouro atrelados ao IPCA, a inflação oficial, explica Guilherme Cybrão Nascimento, analista da Trader Brasil. “Esses papéis pagam o IPCA do período mais o ganho real dos juros. Com a queda da Selic, a inflação tende a subir um pouco, então esses títulos são interessantes”, destaca.

VejaInflação deve girar em torno de 6% até 2016

O investidor que não se importa em correr risco pode buscar retorno na bolsa ou em fundos multimercado, o qual pode ser composto por ativos de renda fixa e variável. “Além de melhorar a rentabilidade, ele pode diversificar a carteira em produtos que não estejam expostos totalmente à Selic”, afirma Cybrão Nascimento, que lembra que a bolsa é um investimento de longo prazo. Por isso, se a pessoa for precisar do dinheiro em um ano, o melhor é aplicar em título do governo, recomenda.

O Globo 31/10/2011 Títulos públicos e privados tendem a render mais com Prof.Lemos

31 out

A indicação do Banco Central (BC) de que continuará a cortar a taxa básica de juros – na ata da última reunião em que a Selic caiu 0,5 ponto percentual, para 11,5% ao ano – levou os analistas a apostarem em pelo menos mais duas reduções de 0,5 ponto até janeiro. Assim, os ganhos com as aplicações em renda fixa devem diminuir mais, obrigando investidores a reverem suas estratégias. E, segundo os especialistas, a tendência é de ganhos maiores para quem aplicar em títulos prefixados agora. É possível investir diretamente, em títulos públicos federais ou CDBs (de bancos), ou indiretamente, nos fundos de renda fixa, que aplicam nesses papéis.

Os fundos de renda fixa aplicam majoritariamente em prefixados e já estão rendendo mais: a rentabilidade acumulada no ano é de 10,06%, contra 9,56% nos fundos DI, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Segundo Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec/RJ, vale a pena buscar oportunidades em prefixados, com o Tesouro Direto, programa do governo federal para a venda de títulos públicos a pessoas físicas pela internet, entre as opções mais interessantes. Para garantir a rentabilidade maior, porém, o ideal é deixar o dinheiro investido por pelo menos seis meses.

Prefixados podem garantir taxa maior se juros caírem

Ao investir em títulos prefixados em ciclos de queda na Selic, a ideia é garantir taxas de remuneração maiores. Com o corte nos juros, novos títulos prefixados pagarão menos à medida que as taxas caiam, mas quem compra o título antes fica com a taxa maior, pois a rentabilidade é previamente estabelecida. Além disso, os títulos prefixados com taxas mais altas se valorizam no mercado.

 

- É como se o investidor ficasse com uma maçã mais bonita – diz o professor Fabio Gallo Garcia, da FGV-SP e da PUC-SP, para quem é hora de rever estratégias de investimento.

Por outro lado, alguns especialistas consideram o cenário ainda obscuro para apostar em títulos prefixados. A conjuntura após os dois próximos cortes previstos pelo mercado é incerta e divide opiniões.

 

- Pode acontecer qualquer coisa no mundo e os juros subirem – pondera Flávio Lemos, diretor da Trader Brasil Escola de Investidores.

Quando a Selic sobe, os títulos prefixados se desvalorizam e os pós-fixados passam a render mais. Além disso, no curto prazo, a diferença de ganhos pode ser pequena, pois o mercado já considera juros em baixa e os prefixados são descontados por isso.

A corretora de imóveis Maria dos Santos Vaz de Lima, que aplica no Tesouro Direto desde o início do programa, comprou títulos atrelados à inflação na semana passada.

- Quando vi a inflação subindo, em 2010, passei para esses títulos – diz Maria, que sempre fica com os papéis até o vencimento e só aplica economias para serem usadas em pelo menos dois anos.

Para o Prof.Lemos, os títulos públicos indexados à inflação são em parte prefixados (com uma taxa fixa) e em parte pós-fixados (corrigidos pelo IPCA, índice oficial de inflação), podem ser interessantes em tempos de incerteza.

- Se a taxa de juros cai na medida que o mercado prevê, o ganho é irrelevante – diz o professor de finanças Rafael Paschoarelli, da USP e do Insper.

Para o longo prazo, porém, o investidor pode encontrar agora oportunidades, como títulos prefixados com remuneração de 11,48% ao ano (no Tesouro Direto, pela cotação de sexta-feira), segundo o professor William Eid Jr., do Centro de Estudos de Finanças da FGV-SP.

Tesouro Direto fará mudanças para crescer

O cenário de Selic em baixa deverá influenciar o Tesouro Direto, que completará dez anos em 2012 e terá mudanças ainda no primeiro semestre. Segundo André Proite, gerente de relações institucionais do Tesouro Nacional, a tendência é os investidores migrarem para os títulos prefixados e indexados à inflação.

Até setembro, quando a tendência de queda na Selic começou, a migração foi tímida, mas a procura de títulos pós-fixados recuou. A participação deles nas vendas totais de títulos saiu de 17%, em agosto, para 13,41%, em setembro.

 

 

As mudanças no Tesouro Direto visam a atrair mais investidores com mais conveniência, diz Proite. Atualmente, há 263 mil pessoas cadastradas no programa. As novidades incluem agendamento de compra e venda de títulos e o reinvestimento automático. O agendamento de venda é importante, pois o Tesouro só recompra os títulos às quartas-feiras e essa é a forma de o investidor sacar os recursos antes do vencimento. Além disso, o valor mínimo da aplicação cairá para 0,1 título ou R$ 30, o que for menor. Hoje, o mínimo é 0,2 ou R$ 100.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/seubolso/mat/2011/10/30/titulos-publicos-privados-com-taxas-definidas-na-hora-da-aplicacao-fundos-de-renda-fixa-tendem-render-mais-925702554.asp#ixzz1cMc3NJxU
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